Compra do Twitter: o que muda nas estratégias de marketing?

Anunciada na última semana, negociação gerou questões sobre a geração de conteúdos na plataforma.

Na última semana, uma notícia movimentou a internet em todo o mundo. O empresário Elon Musk comprou o Twitter em uma transação que chegou a U$ 44 bilhões, mais de R$ 217 bilhões na cotação atual.

Considerado o homem mais rico do planeta, Musk acumula uma fortuna avaliada em U$ 263 bilhões, segundo a Forbes, sendo fundador de empresas como a Tesla, montadora de carros elétricos, e a Neuralink, start-up de chips cerebrais, e tido como um dos maiores empreendedores do século XXI.

Após se tornar o maior acionista individual da rede social do passarinho e passar a fazer parte de seu conselho, o empresário comprou a plataforma e prometeu mudanças em sua gestão. A principal delas é referente à moderação de conteúdos, que já vinha sendo questionada por ele e demais personalidades mundiais.

Com aproximadamente 217 milhões de usuários em todo o mundo, dos quais cerca de 19 milhões estão no Brasil, o Twitter começou a fazer sucesso no país em 2008 e desde então se estabeleceu como uma ferramenta notória de diálogo com o grande público.

Neste sentido, a rede possui importante papel no que diz respeito à comunicação estratégica das marcas, possibilitando o aumento da interação e das conexões com consumidores. Diante desse fato, levanta-se uma dúvida do que muda a partir de agora com a chegada de Elon Musk.

Twitter na comunicação estratégica

Apesar da dinâmica da plataforma não ser mudada, um artigo da Forbes de abril deste ano destaca alguns pontos que podem sofrer alterações, como a reformulação da moderação de conteúdo (principal argumento de Musk), forma de monetizar a marca e a centralização da geração de conteúdo da internet, que possibilitaria mais autonomia para comunicadores de forma geral.

Hoje, pois permite a comunicação de emissor e receptor de forma ativa, facilitando o diálogo e o contato direto entre as partes.

Se as mudanças previstas seguirem como o esperado, as estratégias de branding não precisarão mudar, apenar se adaptar conforme o que já ocorre em todas as mídias sociais, que passam por mudanças e renovações a cada atualização.

Uai … mas, isso são em todas as mídias sociais, né?

Mudanças sociais

Na prática, as negociações ainda são iniciais e o processo pode durar cerca de seis meses até que Musk assuma o poder sobre a plataforma. Quando isso acontecer, o bilionário passa a ser seu controlador e o Twitter para de ter suas ações negociadas na bolsa. Na prática, isso muda toda a movimentação da rede, que deixa de ter obrigação de prestar contas ao mercado financeiro e de cumprir regras de governança e transparência.

Sobre a mudança na moderação de conteúdo, Elon Musk defende que a liberdade de expressão seja a prioridade com a sua chegada. Seu esforço irá no sentido de que a rede social tenha menos controle sobre o conteúdo criados e compartilhados por seus usuários.


Em 2021, o então presidente dos Estados Unidos Donald Trump teve sua conta no Twitter banida por risco de incitação à violência, o que deu força aos debates a respeito da liberdade de expressão, argumento que fez parte do discurso do homem mais rico do mundo.


Sendo uma importante ferramenta de comunicação social, toda decisão que envolve a rede social e seus novos passos geram expectativas e questionamentos sobre a forma que isso afetará todo o mundo e o cotidiano para usuários e marcas.


Para não ficar de fora das novidades e das transformações da comunicação estratégica, acompanhe a Sustentar.Ag no blog e nas redes sociais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × três =